domingo, 31 de maio de 2015

A procura do sol

Os dias se arrastam, os meses demoram a chegar. A parede se fecha a cada passo, sufocando, me deixando sem ar, não vejo o que esta a minha espreita , só escuridão sem ar para respirar. É terrível o que me assombra, vozes do além, conselhos vagos. Eu sou uma unidade sem conjunto. A união me consola e me assola, o ser humano é triste, são seres humanos sem consciência de sua existência, de sua alma, do seu poder. A vida segue sem rumo, as flores murcham no caminho, deixando somente um odor de podridão. O sol que me iluminava, hoje eu sei que não era real, era somente uma ilusão criada pela minha mente. A matéria é bruta e precisa ser lapidada, mas isso  machuca a pedra. Ela precisa de sol para endurecer. Cadê o sol?

2 comentários:

Wanderson disse...

Posso esperar que virá coisas mais elevadas, essa foi uma das melhores expressões que já vi ultimamente de um coração de um poeta.

Táric Gomes disse...

Que isso, Wanderson, isso foi só uma palinha do que está na minha cabeça! Pode esperar que vem mais, mas não sei quando.
abraços

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