sábado, 29 de dezembro de 2012

gente como a gente



Gente como a gente
Não explica, mas complica.
Tem de todas as cores e todos os jeitos
De todos os amores de todo preceitos
São gente com a gente
Assim simples e complicada
Assim meigo e nervoso
Assim delicado e estabanado
São todos humanos que sobreviveram
Todos os dias.
Batata por batata e aos vencedores que somos nós, a mereceremos,
 Todos nós, gente que sobreviveu até hoje como o pouco que tem.
A eles a batata.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

no pedaço de papel



No pedaço de papel deixo minhas lembranças, meu passado, presente e até futuro
Tudo isso fica escrito e marcado não só no papel, mas na pele como tatuagem.
Cicatrizes que as vezes profundas, as vezes rala que não dá nem para ver.
São artes no meu corpo que me lembra do passado e fazem o meu presente
E talvez até modela meu futuro.
Sou assim e me modelo pelo papel que escrevo, pelas marcas que foram deixadas,
Pelos amores destruídos e construídos.
Os muros são assim construídos para proteção, mas nos isolam da vida, evitam as feridas,
Mas a vida é feita delas, das feridas, de amores acabados e inacabados.
Criamos mesmo assim nossos muros e vamos vivendo construindo castelos e muros de
Isolamento de proteção, para não vermos, para não sairmos da caverna de Platão.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

estações.



A flor doce deixa seu cheiro na primavera
Esquece-se dos invernos  e preenche o vazio do  outono
A primavera é linda, graciosa, suas folhas lindas e vermelhas.
Deixa tudo para cair no outono quando tudo se desmorona
As flores, a vida, a moléstia de viver nesse outono temeroso.
Nas ruas posso ver o prelúdio do verão
A que tempo quente, que tempo agonizante,
Tudo se esvai pelo calor e derrete o que era firme no inverno
Derrete-se e vai embora e fica só a vida incompleta.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

oh infancia bentita!!



Duvido ser alguém mais feliz do que era
Ah infância!!!! Como te almejo
Como estou sozinho agora pensando em você
Escutando as brincadeiras e os jogos
Como estou sentando aqui na poltrona
Lembrando-se dos dias antigos onde não tinha nada
Mas arranjávamos o que fazer
Se a infância foi tão boa porque envelhecer
Casa, trabalho, shopping e filhos.
Agora tudo mudou. Somos seres produtivos
Somos seres de produto do mercado
E é isso.

insaniade?



Tudo se cria em um estado caótico
 As ideias são sucumbidas
As ideias são interlaçadas
A mente flui em muitos aspectos
Gerando novas ideias
Gerando um novo corpo
Para essa alma insana.

ideias são ideias



No corpo fica na alma vai
Na mente se expande
Aquela ideia e fica, mas certo dia
Essa ideia esvai  E nasce outra
É um nascer um crescer de ideias
Assim a mente funciona
Nesse vai e vem de ideias.