quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ciclo da vida.

Nem tudo que se sonha o tem, nem tudo parece tão longe, mas é somente a ponta do ice-berg e será uma das únicas coisas que alcançaremos.A pondo do ice-berg. De resto, o que está por baixo, o estimado, é muito fundo e fica por ali mesmo. Devorado pelo desejo, pela vontade do toque, de sentir a estrutura e o sabor de te-lo conquistado. Mas nem todos querem muito, por isso não os obtem. De volta a mesma escada, de vola para a rua em cima do parapeito jogado e olhos arregalados, olhando para o céu que está longe, o sol que acaba de nascer, para a lua que se vai, para as estrelas pingadas no negro do céu. Perturba. A multidão trabalhadora junta-se ao redor. Então olham. Lamentam pela vida, pela morte. Somente nesse dia refletem e ouvem o som do relógio...Tic...Tac...Tic..Tac. Batendo. Determinando. Regredindo em anos, meses, semanas, dias, horas, segundos, minutos. Sairam da escuridão, abrem os olhos e podem dizer de boca cheia que aproveitaram, respiram o ar que correm nos pulmões e deterioram o seco. Depois disso a história morre como começou pela manhã do outro dia. O céu, a lua, as estrelas. Tudo volta ao normal e o som do relógio regredindo em contagem regressiva, o lamento a lágrima, o choro, os gritos, os olhos morrem. Tudo um dia acaba para todos. Finito. O  tempo para, o som para com o corpo afadigado e o ar somem. Finito.