sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Meu Guri

A solidão nunca me deixa
é uma amiga traiçoeira
cola, embola, desenrola.
Amarrada em meu peito
nervosa e aflita sempre implica
nega, entrega. És minha amiga.

Como uma criança brinca
agita, caça, cansa sobre minha vida
rola no meu sangue e na feria.
Descobre, esconde, pega
lança, és uma criança querida.
Sempre risonha de risos tristes
com frágeis dentes
arranha  o ego
que não é crescente
destrói meus muros
em veneno puro.

Digo-lhe nunca para não dizer adeus
troco suas carícias por companhia
e na volta de trem brinca
no chão do metro
olha me assim  e diz
palavras suaves.
E agora: como dizer-lhe adeus
se és apenas uma criança
como eu.

sábado, 20 de novembro de 2010

Amigos coloridos.

Sua pele parda
deitada sobre meu peito branco
que na nossa textura exala um sentimento mestiço
de um amor ferido em pranto.

Sua boca carnuda
difere da sua pele nua
desliza entre meus dedos
arranca todo desejos
da minha mente imputra.

Nossos pelos quentes
ao bater dessa dança
ecua em nossos corpos molhados
da água que escorre pro ralo
e eclode nessa febre profana.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vida Estática

_Ahhhh !!!

Um grito surdo surge nos quadros modernos
ecoando sobre meus ouvidos
dilata meus timpanos
faz uma reviravolta comigo:
Estomago.
Figado.
Pulmão.
Nada mais me responde
é o grio Mudo
Surdo
Oco
Ébrio
Louco.
Tudo fica estático
e a gente vai levando parado,
Mudo.

" A gente vai levando"

_Chega! a pena pela vida é mais forte que se pode aquentar.

Quem suporta esse mundo de muros sem fundos
de muros quebrados,
amontoados
um sobre os outros
nessa suruba eterna,
remeche e faz-me vomitar.

Não tão firmes, pendurados nesse mar imundo
a cada onda derruma mais um tijolo
a cada dia  destroi um sonho 
a cada estação arranja um jeito
de me afogar nessa sujeira
nessa sujeira pós-moderna.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Imundo

Olho pra trás e não vejo nada,
nada digno de bater palma.
Olho pra frente e vejo promeças,
feitos medinos, seu todo inacabado.
O acabado não prospera, quão menos o interminavel.
São promeças profanas, loucas para tornarem-se livres
e o são no papel, pelo menos, livres e passivas de erro, de medo
que cedo não chegarão á tona.
Revira-se de volta a superfície, mas são sufacadas...Tolice.
Sufocadas no mar de angústia
são apenas eternas em sua textura.
Superfície é larga, nunca profunda
Angústia inesperada, até nisso inacabada.
Apenas sentimentos utópicos
tão profundo como um pires cheio de Água.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O sono eterno.

Estou muito cansado para dormir,
muito fatigado para levantar.
Penosa é a corda que me segura,
enroscada no meu pescoso para
ditar meu tempo que não dura.
Cura! Não cura!
A brisa só enferuja
o coração ferido e muchuca.
Será que o tempo cura?
Cura ! Não cura.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Oi ! Adeus !


Oi,

Pingos no I, já desisti.

Meus pingos estão jogados, espalhados entre meus textos. Pingos em lugares que não deveriam estar, no redemoinho de pingos, em um vulcão preste a entrar em erupção. São pingos que um dia podem virar outra coisa, mas hoje são pingos, apenas pingos, relâmpagos de ideia caindo do ar e dessipa rapidamente, erodindo e pronto. Adeus.

A morte está ligada ao medo. Não sei. Se for meu texto é o medo de ecoar em um público grande. É o relâmpago com medo de trovoar, de mover entre as linhas desse blog. Derruba?...Talvez. Devora?...Pode ser. O que é não pode ser. Não acredito...O texto é o que você quiser que seja...Vai ser.Foi. Continuará a ser?...Tanto faz. Só deixo, deposito, revelo, tento. Sigo onde o vento me levar e movo a cada tremor da terra e vou indo e vou escrevendo. Não sei se estou vivendo, mas estou aqui agora e escrevendo .

Deixa-me Ardendo.