quarta-feira, 31 de março de 2010

Deixei me levar com o vendo que você  trouxe
não percebo a pedra trazida, rancada do seu peito.
Não falo por fexar-me a boca
não ouço por não abrir-me a porta
não o tenho por a chave ser sua.
O sangue jorra de fora para dentro
a pedra arrebenta o que tiver acontecendo

segunda-feira, 22 de março de 2010

RIMA POBRE.

Não me odei por te amar
Não me ame por te odiar
Não me odei por te querer
Não me ame por não te ter

Nem sempre as coisas são trancadas a sete chaves

terça-feira, 9 de março de 2010

Sacramento

Não sairei de um livro e tão pouco você. Se quero ler-te não me faltará páginas, mas coragem de passar-lhes.
A falta de informação frustrá-me, angustia cruel. Procurarei até o fim, em vão, os restantes das letras e para poupar-me de tal desprezo o livro não abro, não mexo, não compro, nem olho de rabo de olho. Queima-lo seria um pecado, deixo-o pra a posteridade sentir o gosto nas pontas dos dedos após as páginas tocar e do veneno....

quarta-feira, 3 de março de 2010

Nas ondas que me confortei hoje eu me afogo
com os olhos fixos nelas perdi a noção das horas
perdi me no tempo.

Acabei soterrado por migalhas da minha própria memória
ouvindo ainda a orquestra que de longe cantava
mas que do mar nada se tirava nada se ouvia.

Acordo muitas vezes com as canções das ondas
do mar ao pé do meu ouvido
e mesmo distante
 ela sossega minha paz de espírito...