segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Está frio e já posso ver o bloco de gelo formando na beira da janela. O sol não ofusca mais minhas vistas, mas quem disse que isso é ruim? Como dizem o fator não altera o produto, então a perda da visão não altera o foco final, ou melhor, dizendo, a linha de chegada. Pode até alterar o caminho por haver pedras que poderiam ser desviadas ou buracos que poderiam ser evitados, mas quem disse que seria fácil?A esperança, a confiança, a "certeza" da chegada fica mais difícil ou quase impossível de olhos abertos, pois ao vendá-los cada passo é uma esperança de dar certo, de não achar um prego e a cada prego é uma busca constante de um caminho melhor. As coisas ficam mais vivas já que se trabalha com o incerto, com a imaginação, não mais com a razão fria e calculada. É como voltar a ser criança, brincando com o destino, com a sorte. Talvez até seja a paixão de continuarmos vivendo, de continuarmos amando, renovando nossas vidas. Só que existe um fator ou um vetor agindo contrario que é a noite cujo dias são frios e longos, solitários e gelados.